segunda-feira, 23 de maio de 2011

Do Blog

Acabo de receber cobrança de Tio Rafael a respeito que não escrevo mais no blog. O problema é de ordem tecnológica. O blog é lento, a pessoa tem que acessar, não existe um retorno para quem escreve.
Coloco em média 10 posts no twitter por dia, continuo a detestar o PT e não tenho nenhuma simpatia pelos políticos. Agora o que digo tem um alcance maior, devido já ter passado dos 400 seguidores, na nova mídia social.
O Blog, da minha parte, fica para eventos grandiosos, quando em 140 caracteres não consiga externar aquilo que penso, ou quando o assunto for mais complexo.
Assim é o mundo hoje, rápido. Quando Viviane teve a ideia do blog, fiquei encantado, como o blog serviu para encurtar distância, fazer todo mundo mais intimo, dividir pensamentos, alegrias e angustias.
Mas agora o twitter tomou o lugar do blog. E como a humanidade, vamos evoluindo. Tecnologia é assim. Em 1985, ganhei do meu avô Gabriel um CP-200 da Prológica, diziam que era um computador. Nele tinha que fazer a programação, com a linguagem Basic, dando as informações, para ele girar pequenos programas, era o máximo.
Depois tive um CP-300, da mesma Prológica, mais atualizado, com uma fita cassete, que precisava de um gravador com volume 10 e tonalidade 10, conseguia girar programas maiores, mas que hoje uma criança de três anos não teria paciência de brincar.
O CP-500, que vinha nas cores bege, o menos avançado, e cinza, o melhor, que na Agrotec tinha, pela primeira fez tive contato com um treco chamado disquete. Ele era mole, grande, bem diferente daqueles disquetes utilizados há dez anos.
TK-3000, já com linguagem D-basic, fiz um curso em Natal, era de encher os olhos, colorido, mais compacto, moderno. Um verdadeiro avião tecnológico, em relação o que conhecia anteriormente.
Essa pequena introdução no mundo da informática é para mostrar como as coisas evoluíram.
Em 1985 o vídeo cassete de “duas cabeças” (o que significa isso?) chegava em Mossoró. Quem tem vinte anos não sabe o que é um telex. No começo dos anos 90 chegou o fax. Isso falo apenas de eventos da modernidade que participei.
Em 1994, ter um celular tijolão pendurado na cintura era o máximo, custava algo em torno de U$ 2.000,00 ter uma linha. A pessoa entrava em fila ou pagava ágil. Hoje é possível adquirir uma linha na cigarreira da esquina ou na lanchonete do colégio.
Falo essa ruma de bobagens para justificar que o blog hoje para o tipo de comunicação que pretendemos ficou parado no espaço. É coisa do passado. Igual a meu computador CP-200, que ganhei em 1985.