Ônibus novo, todo mundo limpinho, com sovaco cheiroso, dentes e línguas escovados, nenhum perfume doce, a viagem foi perfeita. Silvana levou cachorro quente, Christianne levou o RO (resto de ontem) do jogo. Eu, depois de godelar o gelo de Ciro, levei cerveja e refrigerante super gelado. Paramos para comprar queijo, depois foi a vez do pastel. Acho que tenho cara de velocímetro, instante instante Victor me perguntava se estava perto. Em Tangara ficamos impressionados com o policiamento, mais de 100 policias faziam a guarda da lanchonete que estávamos.
O ônibus vencia a estrada, quebra molas foram mais de 200, Tia Flavia apavorada com a ruma de cruz na estrada, eu de cara inventei que era tudo atropelamento de bicicletas, ela se tranqüilizou, afinal estávamos de ônibus. Edson questionava que banana não nasce em clima frio, Tio Rafael, sempre ele, disse que o sonho da vida dele era soltar uma “manada” de macacos para comer aquela ruma de bananas. Minha mãe também foi, se dividiu, cuidou de mim, de Letícia e de Ricardo. Por falar em Ricardo, ele deu um show de piadas, lembrou Manoel Forte, e a piada do consultório de João Pessoa. Paro para contar a história:
Manoel Forte era um sujeito grosso de Mossoró e o filho muito educado estudava na capital paraibana, o pai deve um problema e o filho levou a um médico, como o problema dele era no reto, o menino disse pai não chame seu C de C, chame de anus. Preveniu e repetiu várias vezes. Quando o pai entrou para a consulta, a ante sala lotada, depois de alguns minutos, abriu a porta e gritou para o filho, Plínio como é mesmo o apelido que você colocou no meu C.
Volto a nossa viagem, Papai não se segurou e antes das 11h já abriu a primeira cerveja. Heloísa conseguiu comprar alguma coisa em Tangara, uma bandeja verde horrorosa, tão feia que a tia dela, Rosa resolveu comprar uma igual na volta. Silvana provou que é fera em números, alem de arquiteta e engenheira, agora ela vai ser contadora. Sabe de tudo de números, principalmente dos outros.
Christianne levou com ela uma pessoa parecida com Ciro. Ou era Ciro? Só que o sujeito que acompanhava ela não falava, não prestava atenção a nada, estava de corpo presente. Só acordou com os gases expelidos por Bruninho na viagem de volta, gases curadores de ressaca, agora já sei, próximo porre vou trazer Bruninho para ela ficar soltando pum aqui em casa.
Bananeiras é inusitado (essa palavra é a cara de Tia Ione). Mas é mesmo, na primeira vez que fui lá, Silvana mudou o lugar do sol e ficou bêbada com uma dose de vodka. Hoje foi mais divertido, fiquei impressionado porque as mulheres de Bananeiras usam botas. Quando encontrei Viviane sua indumentária era tão pesada, com um casaco de couro tão quente, que fiquei com medo de abrir a porta do ônibus e morrer congelado. Mas quem me impressionou mesmo foi um amigo de Vivi, ele me disse que a família dele quando chega à cidade diminui a temperatura corpórea, ele leva termômetro, o pessoal começa com 36 graus de temperatura e vai baixando, de acordo com a temperatura do município. Questionei, disse que ele era um mamífero e não um réptil, que se ele fosse um jacaré, uma tartaruga isso seria possível, mas ele seguiu convicto que oscila de temperatura. Eu que já vi o sol mudar de lugar me calei.
Também conheci um casal fora do comum. O que é comum no Nordeste quando se entra na política? A pessoa entra, depois coloca a mulher, depois os filhos, os primos, os sobrinhos, os netos, se possível coloca até o papagaio. Pois Viviane tem um casal de amigos que ele e ela eram vereadores da mesma cidade, adversários políticos, as famílias eram de lados opostos. Começaram a namorar, se apaixonaram e, pasmem, resolveram deixar a política. Para evitar conflitos prometeram um ao outro que nunca mais iam se candidatar. Esse casal foge completamente do que é normal. Eles deviam passar uma temporada no RN para ensinar aos políticos locais. Se todos fossem iguais a eles não teríamos nenhuma oligarquia no Nordeste, nota dez. Como seria bom não ter Márcia, Leonardo, Fábio, Walter, Layrinho e uma ruma de papagaios aqui no Estado.
Conheci Marília, falar nisso vou esclarecer, não tenho nada contra Campina Grande ou Caruaru, na verdade eu estava aperreando Rafaela que queria ir para o São João em CG, para fazer raiva a ela, e Ciro não deixar ela realizar a viagem eu coloquei aquilo no Blog e deu certo. Assim, fica esclarecido que CG é uma cidade tranqüila de São João sem violência.
Teve discurso, hoje foi uma aula de Paraíba, um senhor gente boa, que tem uma máquina maravilhosa, homenageou Vivi, para isso disse que uma mulher bacana como ela tinha que ser filha do “velho Rafael”, essa foi de lascar, Tio Rafael só não caiu da cadeira porque hoje estava prevenido, colocou duas cadeiras, é o efeito da gravidade, espero que a gravidade de Bananeiras seja igual a nossa.
sábado, 26 de junho de 2010
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