quinta-feira, 24 de junho de 2010

Um Pouco de Bananeiras

Prepare-se para viver aventuras fantásticas nos exuberantes cenários naturais da região de Bananeiras, cidade localizada na Serra da Borborema, região do Brejo paraibano, a 130Km da capital João Pessoa e a 70Km de campina Grande - PB. Com altitude de 526 metros, Bananeiras possui clima frio úmido, com temperatura média de 28°C no verão e 10 °C no inverno.

Em 1974, quando chegou a Bananeiras, para instalar o quartel-general de uma campanha de combate à esquistossomose, o então ministro da Saúde, Paulo de Almeida Machado, fez um comentário elogiável: “No coração do Nordeste encontrei uma cidade de clima e relevo europeu”. As peculiaridades climáticas desta cidade impressionaram o cidadão paulista.

Localizada ao Norte do Estado da Paraíba, Bananeiras integra a micro-região do Brejo, com superfície de 284 Km quadrados. Está a 552m acima do nível do mar. Cortada por estratégicas rodovias estaduais, que se interligam a rodovias federais, liga-se a João Pessoa, Natal, Recife e Campina Grande, em poucas horas de viagem. O município possui clima temperado, com temperaturas que oscilam entre 12 e 31 graus. Córregos perenes integram a rede hidrográfica do município, tributária dos rios Mamanguape e Curimataú.

CURIOSIDADES E ATRAÇÕES

Bananeiras foi o maior produtor de café da Paraíba e o segundo do Nordeste. Em 1852, o café de Bananeiras rivalizava em qualidade e aceitação com o de São Paulo. Aqui, produzia-se um milhão de sacas ao ano.O transporte era precário, para fazer o produto chegar aos principais centros consumidores. O trem só chegaria 72 anos depois.

As edificações do Período colonial (séc.18), neoclássico, ecléticos, art-decô e protomodernistas, que ainda existem na cidade, são o resultado da opulência vivida pela aristocracia rural. O dinheiro do café permitia a construção de palacetes, com ladrilhos importados. O fausto do café acabou em 1923, com a praga Cerococus paraibensis que contaminou as plantações. A cana-de-açúcar, o fumo, o arroz e, posteriormente, o sisal, passaram a figurar como produtos estratégicos da economia regional.

O patrimônio arquitetônico (casario) do Município é muito rico (mais de 80 casas catalogadas pelo IPHAEP), sendo que a grande maioria desse patrimônio encontra-se em bom estado de conservação e em 2005 foi assinada uma carta de intenções entre a Prefeitura Municipal e o Iphaep, no intuito de desenvolver a recuperação, preservação e tombamento da cidade com patrimônio histórico Estadual.

Correios e Telégrafos – É um a construção de 1835. Tem 170 anos de existência. Foi um dos primeiros estabelecimentos do Nordeste a empregar o serviço do “escravo carteiro”. Assim era chamado o negro cativo encarregado de conduzir os malotes postais para diversos lugares.

Igreja de Nossa Senhora do Livramento – Sua construção durou em torno de 20 anos. Foi concluída em 1 de janeiro de 1861. O padre José Antônio Maria Ibiapina incentivou a sua construção, com apoio do Monsenhor Hermenegildo Herculano. A antiga capela de taipa havia desmoronado. Bananeiras não tinha mais que mil habitantes. Em 1919, foi calçada a primeira rua, com pedras irregulares, também chamadas “pé de moleque” ou “imperiais”.

Colégio das Dorotéias (Carmelo) – Foi construído em 1917. Mantém as linhas arquitetônicas originais. Educou “a elite feminina” de boa parte da Paraíba e do Nordeste, até os meados da década de 1960, quando ainda funcionava como internato. Hoje é da diocese e alugada para um Cursinho Pré Vestibular.

O Trem –Chegou a Bananeiras em 22 de setembro de 1922, após a construção do túnel da serra da viração. Foi no Governo de Solon de Lucena, um ilustre filho da terra, na época governador da Paraíba. Este homem dizia que “o trem chegaria a Bananeiras nem que fosse por baixo da terra”. Profecia? Quase. A tecnologia anglo-brasileira teve de perfurar um túnel de 202m, na pedra maciça, para que o trem atingisse Bananeiras, após passar pela vila de Camucá (a atual Borborema).

Anglo-francês -A antiga estação de trens foi transformada no Hotel Pousada da Estação. Não houve modificação arquitetônica externa. O prédio foi construído pela Great Western of Brazil. O telhado da plataforma guarda o estilo arquitetônico anglo-francês, por se apoiar sobre vigas de ferro comumente chamadas “mãos francesas”. Mesmo sendo inglesa, a Great Western of Brazil empregava operários franceses. O conjunto Arquitetônico da Antiga Estação é tombado pelo IPHAEP – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba.

Nenhum comentário:

Postar um comentário